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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Lançamento do romance "As extraordinárias histórias do Porto da Santa cruz!"




Estará acontecendo dia 21 de Dezembro de 2012, na Praça Moisés Felix dos Santos na cidade de Cândido Sales, estado da Bahia, o lançamento histórico do primeiro romance de Cândido Sales. “As Histórias Extraordinárias do Porto de Santa Cruz”. Histórias de ficção sob um lastro real. Escrito pelo poeta Luiz Carlos Figueiredo baseado nas histórias coletadas durante 40 anos pelo jornalista Jota do Vale.
Em 1964, Jota do Vale era correspondente dos Jornais “Tribuna do Café” de Vitória da Conquista e “Vigia do Vale” do Norte de Minas Gerais. Neste período, enquanto desbravava literalmente os sertões, ele, munido de um velho veraneio e de posse de um gravador a pilhas, entrevistou centenas de moradores em toda essa região, que contaram histórias maravilhosas. 
Nos anos 1990, Luiz Carlos Figueiredo e alguns amigos, enquanto tomavam “umas e outras”, registraram várias horas de entrevista com “Nenzim Fussura” (faleceu, anos depois), às margens do Rio Pardo, no próprio Porto de Santa Cruz, através das lentes de uma “câmara doméstica”.  Além de ter sido o “balseiro” do Porto nos áureos tempos e dele próprio ser um dos principais personagens do livro por –segundo ele – ter sido engolido por uma cobra jibóia, o “velho lobisomem” – como era conhecido – contou outras histórias hilárias do seu tempo no velho povoado. No ano passado, o jornalista e o poeta cruzaram suas histórias e resolveram registrar em livro um pedaço delicioso da história do nosso Município. O resultado foi “As Histórias Extraordinárias do Porto de Santa Cruz” um romance de 274 páginas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Dia do Nordeste



Nossa família retornou ao Nordeste em 1995. Era um sonho antigo alimentado por minha mãe e minha avó. Vó Maria é de Itororó, minha mãe de Cândido Sales, aqui na Bahia. Nossos tios e nossa mãe foram para São Paulo em 1975 porque aqui não possuíam nada, nem terra, nem casa, nem escola, nem raiz. Em São Paulo estudaram mais um pouco, um tantinho só, o que estudou mais terminou o ensino fundamental. Trabalharam muito, receberam não tão muito. Perdemos um tio para a violência paulistana, outro permanece lá, vinte e cinco anos de trabalho e vivendo ainda de aluguel. Mas minha vó e minha mãe desejavam voltar. Voltamos.

Apesar de terem morado lá durante vinte anos, a família nunca deixou de ser nordestina. Pais, tios, vizinhos, ao nosso redor sempre tiveram pernambucanos, paraibanos, baianos, cearenses, ‘nortistas’ no dizer geral. E a gente cresceu assim, ouvindo que baiano é preguiçoso, pernambucano é briguento, paraibana é mulher-macho, cearense é cabra perigoso, os paulistinhas eram metidos a bestas, carioca malandro, mineiro cabreiro. Mas de paulistas no meio, só as crianças.