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terça-feira, 11 de junho de 2013

Filosofares....

Vivemos em tal estado de paranoia internáutica, que o sujeito acha que se você tiver uma página na internet é porque você existe mesmo. Pode?

O ser humano não se resolveu ainda nem quanto ao fato se nós existimos ou não. Sério. Você existe? Tem certeza? Pensa outra vez. Ah! Se você duvida é porque você existe? Rapaz, e se você estiver programado pra pensar assim? O Descartes nem tinha computador, como é que ele podia ter tanta certeza que existia? Agora o mais louco: se o Descartes existia, e morreu, ele existe ainda ou deixou de existir?

Eu sei que ele tá morto, mas a memória dele está aí. Ele conta. Ele faz diferença. O Descartes faz mais diferença na nossa vida do que o vizinho da quarta casa depois da nossa. A gente pelo menos sabe o nome do vizinho...

Mas, voltando ao cara que acha que só existe quem tem site na internet, eu pergunto: Vale ter blogue? Brincadeira.

O sujeito deve ser dessas pessoas que aprendeu a usar o PC ontem, e pensam que de fato atrás de cada nick name existe um CPF. Mal sabe ele que metade da população online é um chinês só, mas com personalidade múltipla. Mal sabe ele que todo mundo na rede vira outro, e se multiplica feito vírus, pior do que o agente Smith de Matrix.

Esse sujeito deve acreditar mesmo que só dão golpes as pessoas que não tem site na internet. Eu vou fundar uma igreja pela internet, e ver se ainda arrebanho algum trouxa... ou se todos os que existem já acharam seus pastores.

Agora me deem licença, eu vou ali testar minha existência num joguinho flash.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fábulas de HaVaNa: Cachos de uvas

Fábulas de HaVaNa: Cachos de uvas

Última postagem do Blog que eu administro para a minha filha Havana.

Trabalhar com família, é claro, só podia dar problema. Tivemos uma briga feia na última semana porque eu me recusei a publicar (ou postar, como preferirem) uma história que ela inventou. O título era "O carneirinho", texto sem princípio, meio ou fim, onde ela apenas perdeu tempo com a descrição de uma família de carneiros saltadores em que um deles se torna músico. Não me agradou pela falta de cuidado dela em explicar quais conflitos poderiam ter havido para que o carneirinho saltador não realizasse o seu sonho de ser saltador como os outros e acabou músico, e em uma banda cheia de outros animais que nem haviam entrado na história.

A briga foi feia, ela esperneou pelo chão reclamando a sua liberdade de expressão e eu bati pé firme sobre os meus direitos de editora e mãe. Consequência da briga, esta nova história, a "Cachos de uva", ela preferiu ditar para a minha mãe, vó dela, que segundo ela, a neta, não altera nada do que ela escreve. Realmente, intriga-me como ela pode saber se eu altero ou não o que ela dita levando em conta que ela não sabe ler! Concluí que ela decora o que nos pede para escrever e pede repetidamente para que nós leiamos o que já passamos para o papel. É uma tirania total, sinto-me cerceada no meu direito de censora e representante editorial desta pessoinha.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Operária em construção

É isto aí, meus prezados leitores que eu mal sei se existem, vocês devem ter notado que eu tenho mexido e remexido na estrutura do Literatices d'Ana C. ultimamente. As mudanças começaram depois de eu ter lido um blog sobre "como tornar o seu blog mais atraente" (não lembro o endereço do abençoado blog). Então eu pensei, "é, não custa nada por umas frescurinhas a mais na página, quem sabe alguém se digne a olhar de vez em quando.

Se existisse alguém que me conhecesse realmente, este alguém saberia que eu sou uma pessoa de péssimo gosto para cores, incapaz de traçar uma linha reta, debilóide em combinar elementos, cafona, anti-social para com as visitas. Quer dizer, as alterações foram feitas para mim mesma, para que eu achasse a minha página mais bonita e mais visitável. Se a melhora agradar a quem por aqui passar, bem. Se desagradar, bye.

Aproveito para comentar a minha trilha sonora, tentei fazer a inauguração com as minhas canções preferidas do Pink Floyd, mas acho que as músicas de dez minutos de duração cada uma foram demais para a velocidade da minha net. Por isso fiz uma segunda opção tão querida quanto a primeira: Tom Zé. Descobri o artista nas aulas de Cultura Brasileira da faculdade, o professor era super fã do Zé e me deixou curiosa sobre. Procurei, ouvi, gostei. Não sou daquelas pessoas que respondem Quiz dos seus ídolos, nem os chamo de ídolos, minhas simpatias são puramente pela melodia, pela letra, o ritmo.

Curtam aí as minhas canções preferidas do Tom Zé, na próxima semana eu faço uma seleção nova de algum outro artista e coloco no ar.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Prólogo "introdutório" e notas explicativas que confundirão a poesia da prosa e prejudicarão a liberdade do leitor em entender o que bem entender

Então, meu não-desprezado amigo Tadeu me convida para ser co-colaboradora (não sou gaga, é neologismo. Será que cheguei primeiro neste vocábulo ou faço um plágio involuntário das invencionices de outra pessoa? Vamos fazer de conta que fui eu quem pariu a idéia) do seu novo blog. Não tenho Twitter.  E eu não tenho mesmo. Mas posso vir a ter.

O que eu quero é esclarecer o quanto me causa admiração (apaguei “pasmo”, se aproximava mais da verdade, mas a verdade é uma coisa meio fora de moda, não acham?) a existência de gente capaz de captar a essência criativa das idéias do meu parceiro de blog. Não digo que ele seja um super gênio criativo que só nasce de mil em mil anos, eu é que ando desanimada com o grande número de bichos pouco-pensantes nascendo por este mundo.

E atendendo a única recomendação dele para me receber como co-colaboradora (!!!) “posta o que quiser e como quiser”, preparei esta singela (adjetivo babaca) postagem.

As causas obscuras e duvidosas - terríveis trocas de favores políticos, perigosas misturas entre o público e o privado - envolvidos neste conluio de mentes fica para o próximo capítulo* desta novela bloguelesca**.

(*) Anúncio enganoso
(**) Brincadeira com “novelesca”
(***) Nota das notas: estas notas são realmente necessárias?

Texto originalmente postado em:  http://naotenhotwitter.blogspot.com/2010/01/prologo-introdutorio-e-notas.html

domingo, 13 de julho de 2008

Estrangeiro



Um disco espacial
um Ovni
como preferirem
caiu do céu
de dentro saltou meu irmão

Na cabeça trouxe idéias malucas
um jeito todo estrangeiro de ser
uma meiguice de outro lugar.

Terá vindo para o bem?
ou para o mal?
será radioativo?
Não. Veio pra criar uma nova raça,
um novo conceito, sem pré-concepções
ou pós-concepções.

É estrangeiro estranhado extremado especial.
É de outro lugar.

Um anjo





O anjo tava enjoado
de esvoaçar pelas nuvens.
Estojou seus badulaques
e pairou até a Terra.

Olha daqui, olha de lá,
onde o anjo podia morar?
Debaixo das pedras?
Dentro das calhas?

As placas diziam:
"Não há vagas para seres celestiais".
Pobre do anjo pairador,
Desabrigado, decidiu deixar de ser anjo.

E foi tocar harpa numa banda de rock